Motivação para Criação do Site

Uma doença grave motivou a todos na busca de informação sobre o câncer, suas causas, tratamentos, conseqüências, etc.

Uma primeira descoberta, na verdade a confirmação de uma suspeita, foi a de que há uma indústria muito grande gravitando em torno do câncer (e de outras doenças também, é claro). Aparenta ser uma indústria da saúde, mas na verdade vive da doença e, em princípio, dela necessita para sobreviver. Logo, a última coisa que interessa a esta indústria é o descobrimento de algo que faça com que a doença não apareça, principalmente se este algo estiver fora do domínio desta mesma indústria. Interessa que o câncer exista, e que seja curável, de preferência por meios e métodos modernos e caros.

Um câncer de mama tratado por um plano de saúde custa na faixa dos 100 mil reais. Um tratamento particular não sai por menos de três vezes este valor.

Um livro escrito por um médico norte-americano que teve câncer puxou a ponta de uma grande meada sobre a alimentação atual e suas conseqüências sobre a saúde humana. Descobrimos que, provavelmente, muitas doenças denominadas modernas têm sua origem na nossa alimentação atual.

Não estamos falando da preocupação com calorias, com comer gorduras nem em dar preferência aos vegetais. Pelo contrário, estamos falando em comermos mais gorduras e mais carnes. Porém de um tipo específico: gorduras, carnes e vegetais não industrializados e pouco processados. Não estamos falando dos conservantes e outros aditivos dos alimentos industrializados, muito embora eles também tenham seu papel na alimentação que defendemos e devam ser evitados. Estamos falando, principalmente, em desconstituir alimentos, refiná-los, dividi-los em partes retirando as que podem estragá-lo ou dar-lhes cor desagradável. Estamos falando em inventar alimentos que nosso organismo nunca foi preparado para receber, como óleos vegetais obtidos a alta pressão e alta temperatura, ou como as gorduras oxidadas do leite em pó ou do ovo em pó, ou como as carnes obtidas em criações altamente concentradas, galinhas que não têm contato com o solo nem comem pequenos animais, em vacas que comem milho ou ração, em batatas cultivadas em solos estéreis, nos quais a vida animal e vegetal são eliminadas e só as batatas sobrevivem, se alimentando de NPK, num solo sem minhocas nem micro-nutrientes nem micorrizas.

Estamos falando de alimentos pobres e, em alguns casos, que envenenam nosso organismo, ou nos engordam sem sabermos por que. E quanto mais reduzimos as calorias, mais obesos nos tornamos. E quanto mais ligth é a nossa margarina, mais gordos ficamos.

E quanto mais comemos daquilo que as propagandas e as revistas e os médicos e nutricionistas nos ensinam, mais exercícios temos que fazer, menos calorias temos que comer e a vida vira um inferno. E, mesmo assim, as taxas de obesidade crescem, algumas doenças recentemente clássicas viram epidemias, como o diabetes, alguns cânceres, doenças cardio-vasculares, etc.

E, no meio de leituras e estudos sobre o câncer, entrou, meio que de bobeira nesta história, o colesterol, que todos conhecemos como sendo o grande vilão da sociedade moderna, que deve ser combatido e coisa e tal, e descobrimos que a história não é bem essa. Que na verdade o colesterol, para começar, nem é uma gordura, é um álcool. Mais ainda, em vez de entupir artérias, ele conserta danos em suas paredes. Por isso que quando alguém tem um problema vascular, está cheio de colesterol no ponto onde ocorre o problema – ele foi lá consertar um dano, que talvez tenha sido causado, ironicamente, pela margarina light que comemos justamente para baixar o colesterol. E descobrimos muitos outros estudos e histórias sobre o colesterol que iremos, no devido tempo, comentar.

E surgiu, no meio dos estudos e buscas, um dentista que, na primeira metade do século passado, estudou a relação entre estrutura facial, saúde bucal e alimentação, chegando a resultados impressionantes: quanto mais natural a comida, mais saudáveis as pessoas e quanto mais industrializada a comida, menos saudáveis as pessoas.

E descobrimos também que há muitas pessoas, pelo mundo todo, estudando e divulgando coisas referentes à relação entre alimentação e saúde, em diversos graus de profundidade e de radicalismo, chegando ao ponto de haver pessoas que se alimentam sem nenhum carboidrato.

É sobre isso que trataremos neste site: relação entre alimentação e suas conseqüências não só sobre os seres humanos, mas também sobre os animais dos quais nos alimentamos. Sabemos ser impossível, hoje em dia, ter uma alimentação totalmente saudável, sem farinhas refinadas, com ovos de galinha caipira, com carnes de animais criados e alimentados da forma como a natureza os programou, sem açúcar, sem aditivos, sem agrotóxicos, … Mas sabemos que há muito que pode ser feito para evitarmos as principais doenças que recentemente inventamos.

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