Capítulo 7 – Melanésios Isolados e Modernizados

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Capítulo 7
Melanésios Isolados e Modernizados

Já que a nossa tarefa era reunir dados para lançar luz sobre a causa da degeneração física moderna entre os grupos raciais humanos em várias partes do mundo, tornou-se necessário incluir nos estudos vários grupos vivendo nos climas quentes e úmidos dos trópicos. Novamente foi desejável obter contato com grupos altamente isolados e, assim, relativamente primitivos para comparação com grupos modernizados do mesmo grupo racial. De modo a realizar isto, foi feita uma expedição em 1934 para oito arquipélagos do Pacífico Sul para estudar grupos de melanésios e polinésios. Os melanésios descritos aqui viviam em Nova Caledônia e nas Ilhas Fiji.

Se os fatores que causam as degenerações físicas da humanidade são praticamente os mesmos em qualquer lugar, deveria ser possível encontrar uma causa comum em ação, independente de clima, raça ou ambiente.

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Capítulo 6 – Índios Norte-Americanos Primitivos e Modernizados

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Capítulo 6
Índios Norte-Americanos Primitivos e Modernizados

A natureza parece ter feito uma de suas demonstrações de larga escala, nas Américas, sobre o poder de adaptação de um único grupo racial às variações de clima estendendo-se desde as tórridas florestas dos trópicos ao Ártico. Os vários membros da raça índio americana parecem claramente ter vindo de uma origem comum. A rota pela qual eles alcançaram a América vindo da Ásia, como sugerido por antropólogos, foi pelo Estreito de Bering. Na última década, um engenheiro russo cruzou da Ásia à América pela capa de gelo do Mar de Bering, uma distância de noventa milhas (145 km). Se isto é possível agora, quão mais provável é que isso tenha sido possível em períodos mais antigos da história mundial, como, por exemplo, durante ou seguindo-se à última era do gelo, ou durante uma era do gelo anterior. O índio americano, assim, nos fornece uma oportunidade extraordinária de estudar ambas a capacidade de adaptação a ambientes diferentes e as variações que ambientes diferentes podem produzir em um único grupo racial. Que o índio de hoje não é, em geral, uma contraparte do residente nativo da época do descobrimento da América por Colombo, é claramente demonstrado ambos pelas evidências ósseas e pelos registros antigos.

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Capítulo 5 – Esquimós Isolados e Modernizados

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Chave para Localização dos Grupos Índios e Esquimós Examinados no Canadá

1. (Cleveland, Ohio)
2. Reservas Indígenas dos Seis Nações, Ontário
3. Reservas Indígenas dos Tuscarora, Nova York
4. Reserva Indígena North Vancouver, Colúmbia Britânica
5. Reserva Indígena Craigflower, Victoria, Colúmbia Britânica
6. Rio Skeena, Colúmbia Britânica
7. Ketchikan, Alasca
8. Wrangell, Alasca
9. Juneau, Alasca
10. Sitka, Alasca
11. Cordova, Alasca
12. Valdez, Alasca
13. Seward, Alasca
14. Anchorage, Alasca
15. Rio Stoney, Alasca
16. Sleet Mute, Alasca
17. Crooked Creek, Alasca
18. Napaimute, Alasca
19. Bethel, Alasca
20. Kokamute, Alasca
21. Ilha Bethel, Alasca
22. Holy Cross, Alasca
23. McGrath, Alasca
24. Eklutna, Alasca
25. Telegraph Creek, Colúmbia Britânica
26. Reserva Indígena Dease Lake, Colúmbia Britânica
27. McDames, Colúmbia Britânica
28. Liard, Colúmbia Britânica, Fronteira do Yukon
29. Edmonton, Alberta
30. Winnipeg, Manitoba
31. Reserva Indígena Broken Head, Manitoba
32. Posto Sioux, norte de Ontário
33. Ombabika, norte de Ontário
34. Toronto, Ontário
35. Reserva Loretteville, Quebec
36. Reserva Caughnawaga, Quebec
37. Vergennes, Vermont
38. Sanatório de Tuberculose Saranac, Nova York
39. Reserva Mohawk, Ontário

Capítulo 5
Esquimós Isolados e Modernizados

Durante a ascensão e queda de culturas históricas e pré-históricas que frequentemente deixam seus monumentos e artes seguindo-se uma a outra em sucessão no mesmo local; uma cultura, os esquimós, que vivem até hoje, nos dão um forte exemplo das pessoas da idade da pedra. A raça maya se foi, mas deixou seus monumentos. A raça índia está rapidamente mudando ou desaparecendo da América do Norte. A raça esquimó se manteve verdadeira ao tipo ancestral nos dando uma demonstração viva do que a natureza pode fazer ao criar uma raça apta a suportar por milhares de anos os rigores de um clima ártico. Como a raça índia, a esquimó prosperou enquanto não fosse atingida pelo contato com a civilização moderna; mas com ele, como com todos os primitivos, ela definha e morre.

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Capítulo 4 – Gaélicos Isolados e Modernizados

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Capítulo 4
Gaélicos Isolados e Modernizados

Há tempos contam-se histórias sobre a excelente saúde das pessoas que vivem nas ilhas das Hébridas Exteriores. A fumaça fluindo pelos telhados de palha de suas “casas negras” adicionou estranheza à descrição de sua vida doméstica e seu ambiente estranho. Essas histórias incluíam uma descrição de seus dentes admiravelmente bons, seus físicos robustos e caracteres fortes. Eles, consequentemente, fornecem um excelente ambiente para um estudo que jogue luz no problema da causa das cáries e da degeneração física moderna. Estas ilhas posicionam-se costa afora do noroeste da Escócia, estendendo-se até uma latitude quase tão ao norte quanto a parte sul da Groelândia. Uma visão típica de suas pequenas casas de telhado de palha pode ser vista na Fig. 5.

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Capítulo 3 – Suíços Isolados e Modernizados

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Capítulo 3
Suíços Isolados e Modernizados

De modo a estudar a possibilidade de um maior valor nutricional nas comidas produzidas em altas elevações, como indicado por uma baixa incidência de morbidade, incluindo à cárie dentária, eu fui à Suíça e fiz estudos em dois anos consecutivos, 1931 e 1932. Era meu desejo encontrar, se possível, grupos de suíços vivendo em um ambiente físico tal que seu isolamento os forçaria a viver amplamente de alimentos produzidos localmente. Oficiais do governo suíço foram consultados quanto à possibilidade de encontrar pessoas na Suíça cujo isolamento físico fornecesse uma proteção adequada. Nos foi dito que as condições físicas que não permitiam às pessoas obter alimentos modernos  nos impediria de chegar até eles sem dificuldades. Entretanto, devido à finalização do Túnel de Loetschberg, com onze milhas (17,7 km) de comprimento, e à construção de uma estrada de ferro que cruza o Vale Loetschental, pouco acima de uma milha (1,6 km) do nível do mar, um grupo de aproximadamente 2.000 pessoas se tornou facilmente acessível para estudo pouco antes de 1931. Praticamente todas as necessidades das pessoas no vale, exceto uns poucos itens como sal marinho, foram produzidas no vale por séculos.

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