Empanados de frango 1 – REZENDE

Como esperado, não é comida, é produto alimentício.

Leite em pó, proteína de soja e gordura vegetal, para citar apenas alguns dos ingredientes estranhos. Você sabia que estava comendo tudo isso junto com um empanado?

São 22 componentes. O complexo dos grãos está muito bem representado neste produto. Tem derivados da soja, do trigo, do arroz e do milho. Sem contar o milho que você está comendo através da carne de frango.

O produto já pode ser condenado na sua essência: carne e pele de frango confinado, alimentado com milho, ração, hormônios e antibióticos.

Dos componentes deste produto consideramos saudáveis apenas a água, o sal, os três corantes naturais e talvez o extrato de alecrim, dependendo do modo como foi obtido. Todos os demais são, no mínimo, dispensáveis e na sua maioria, condenáveis.

Atenção especial à quantidade de sódio contida neste produto e a um ingrediente em especial, a proteína vegetal hidrolisada.

Ficha do Produto e Ingredientes

Nome Comercial: Tirinhas de Frango Rezende.

Fabricante: Sadia S. A.

Aquisição: Aracaju, outubro de 2010.

Distância rodoviária da fabricação à aquisição: 3.091 Km (fabricado em Toledo / PR).

As Tirinhas de Frango Rezende contém 22 componentes no total

16 ingredientes: carne de frango, farinha de rosca, pele de frango, água, gordura vegetal, proteína de soja, farinha de trigo com ferro e ácido fólico, sal, farinha de arroz, amido de milho, condimento, leite em pó, proteína vegetal hidrolisada e extrato de alecrim.

6 aditivos: 1 espessante – goma guar; 2 estabilizantes – tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio; e 3 corantes naturais – páprica, urucum e cúrcuma.

Contém Glúten? Sim.

Quanto de sódio? 1.507 mg em cada 130 gramas, ou seja, 1,2% deste produto é de sódio.

Nota: quando postamos sobre produtos e seus ingredientes, não estamos tentando lhe ajudar a escolher o menos ruim. Queremos sim que você conheça cada um e exclua a todos. (Salvo possíveis exceções, que indicaremos claramente.)

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Estão tentando nos enganar – Tirinhas REZENDE

Mudando o nome do ingrediente para disfarçar?

Várias referências que já citamos, notadamente o Ecologia Celular, tratam dos malefícios do glutamato monossódico adicionado aos produtos alimentícios.

Estamos elaborando um texto exclusivo sobre o assunto, mas não podíamos deixar passar a oportunidade de tratar dele agora quando nos deparamos com o ingrediente “proteína vegetal hidrolisada” nas Tirinhas de Frango Rezende.

No Ecologia Celular o Carlos Braghini nos alerta para o fato de que “A indústria está escondendo o Glutamato Monossódico com o nome de sabor natural, ácido glutâmico, caseinato de sódio, extrato de leveduras autolizada ou hidrolisada ou proteína vegetal hidrolisada.”

Você acredita que a indústria faz isso de forma intencional ou está apenas exercendo sua criatividade nos rótulos, uma vez que são termos sinônimos?

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Citação: Investimento em Pesquisas

“A validação de um remédio anticâncer até o estágio de experiências … custa hoje entre 500 milhões e 1 bilhão de dólares … Em compensação, é completamente impossível investir somas desta ordem para demonstrar a utilidade do brócolis, …”

Fonte: Livro Anticâncer – David Servan-Schreiber, pág 145.

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Cuidado com as Receitas Ligth

O jornal Zero Hora tem uma seção semanal de gastronomia com uma coluna intitulada “Na Cozinha da Bete”, de autoria de Bete Duarte. Ao final desta coluna, que trata de tópicos diversos de gastronomia, a colunista normalmente apresenta uma sugestão de receita “light”. Na edição de 9 de julho de 2010 a receita era de um caldo verde.

O propósito deste texto é mostrar indignação com a desnecessária, e às vezes prejudicial, sob o ponto de vista alimentar defendido neste site, substituição de ingredientes em receitas tradicionais.

Busquei rapidamente receitas de caldo verde na internet e, como se poderia prever, tem de tudo, até com mandioca e creme de leite. As publicadas em sites portugueses são mais conservadoras no uso de ingredientes.

A receita que eu uso e considero bastante tradicional, foi tirada de uma propaganda de uma marca de azeite português bastante conhecida no Brasil e é um pouco semelhante à apresentada pela colunista.

Os ingredientes que nossas receitas têm em comum são as batatas, cebola, couve, água e sal.

Os ingredientes que nossas receitas não têm em comum:

Alho – minha receita leva uns cinco dentes de alho, a dela nenhum. Como boa receita portuguesa, o alho me parece essencial no caldo verde. As receitas dos sites portugueses, quase todas, tinham alho. Poucas das receitas obtidas em sites brasileiros levavam alho.

Cubos de caldo de legumes – a dela leva a minha não. Acho desnecessário, salvo se for um caldo caseiro. Mesmo assim, colocar caldo de legumes para que se a receita já leva batata, cebola e couve?

Peito de peru ligth – a minha receita leva paio, apesar dos conservantes. A idéia do peito de peru, certamente, é para reduzir a quantidade de gorduras. Meu entendimento é o de que, no mínimo, descaracteriza a receita no essencial: sabor. E se for por causa dos nitritos e nitratos ambos, paio e peito de peru, têm.

Margarina light – foi este o ingrediente que mais me motivou a fazer este texto. Trocar azeite de oliva por margarina??? Isso é um crime não só nutricional como também gastronômico.

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Chantilly Spray Pan – Também não é Chantilly

Temos que admitir: reinventaram o chantilly.

Eu estava tão inconformado com o que encontrei no chantilly Vigor que fui buscar uma contraprova. Encontrei o chantilly Spray Pan. Outra decepção: este também é falso. Uma constatação (de brincadeira, é claro): a falsificação é tão difícil que tem que ser feita na Europa – o outro era alemão e este é italiano.

Buscando alguma diferença, verificamos que o Spray Pan é mais honesto que o Vigor. No rodapé do produto aparece a frase “Creme vegetal tipo chantilly para coberturas e recheios”.

Ficha do Produto e Ingredientes

Nome Comercial: Spray Pan Chantilly

Fabricante: Cola Dairy Products S. P. A.

Aquisição: Aracaju, outubro de 2010.

Distância rodoviária da fabricação à aquisição: 11.637 km (fabricado em Marsianise / Itália e supondo entrada no Brasil por São Paulo).

O “chantilly” Spray Pan contém 14 componentes no total

5 ingredientes: água, gordura vegetal hidrogenada (25%), açúcar, proteína do leite e sal.

9 aditivos: 1 espessante: xarope de sorbitol; 2 estabilizantes: hidroxipropilcelulose e fosfato monossódico; 4 emulsificantes: estearoil lactato de sódio, mono e diglicerídeos de ácidos graxos e lecitina; 1 aromatizante (não especificado); e 1 corante artificial beta caroteno.

O rótulo não cita o propelente, mas deve haver um. Resultado: 15 componentes.

Contém Glúten? Não.

Quanto de sódio? 13 mg em cada 20 gramas.

O produto da Vigor não falava que a gordura vegetal era hidrogenada. É de se supor que sim já que a deste produto é?

Isso não é comida. É produto de engenharia, devidamente planejado para enganar nossos sentidos:

Visão – duplo engano: os ingredientes vêm em letras pequenas, para a gente não ler, e o produto, quanto sai do recipiente e a gente olha, parece chantilly.

Tato: o contato do produto com a boca dá a mesma sensação da cremosidade leve e aerada de um chantilly de verdade.

Gosto e olfato: tem sabor e cheiro de chantilly (será que tem mesmo? quais consumidores deste produto provaram, um dia, um chantilly de verdade?).

Audição: o “schiiiii” da embalagem, quando acionada, soa muito mais cômodo e é muito mais rápido do que o “cleck, cleck, cleck” de garfos tentando aerar creme de leite para fazer chantilly de verdade.

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